Leve redução da aversão ao risco derruba dólar a R$ 1,769
Instantes atrás, a moeda norte-americana caía 0,67% a R$ 1,767 na compra e R$ 1,769 na venda.
10 de março de 2010 - A melhora do humor externo e a alta das commodities favorecem as moedas emergentes, entre elas, o real. Com isso, o dólar opera nesta quarta-feira em queda pelo segundo dia consecutivo. Instantes atrás, a moeda norte-americana caía 0,67% a R$ 1,767 na compra e R$ 1,769 na venda.
"O real tende a se valorizar frente à moeda norte-americana, mantendo o movimento observado ontem de ligeira redução na aversão ao risco", afirmam os especialista da Bradesco Corretora, em relatório.
Parte deste movimento positivo vem da divulgação da balança comercial da China que confirmou o gigante asiático como o maior exportador do mundo, deixando para trás a Alemanha. Segundo dados divulgados nesta manhã, a balança comercial chinesa aresentou superávit de US$ 7,61 bilhões em fevereiro, em linha com as expectativas de US$ 7,15 bilhões. As exportações somaram US$ 94,52 bilhões, o que representa alta de 45,7% em relação a fevereiro de 2009, surpreendendo positivamente o mercado, que aguardava expansão de 38,3%. Já as importações totalizaram US$ 86,91 bilhões, mostrando crescimento interanual de 44,7%.
"Há uma sinalização de que a demanda doméstica continua forte. Ao mesmo tempo, o desempenho das exportações sugere que a recuperação da economia mundial vem ganhando força, o que, por sua vez, poderá dar suporte para a apreciação da moeda chinesa ao longo dos próximos meses", acreditam os especialistas da Bradesco.
No velho mundo, a Alemanha surpreendeu ao registrar superávit de € 7,9 bilhões (US$ 10,7 bilhões) em janeiro de 2010, resultado de € 63,9 bilhões em exportações (US$ 87 bilhões) e € 56 bilhões (US$ 76,2 bilhões) em importações. No Reino Unido, a produção industrial caiu 0,4% entre dezembro e janeiro e declinou 1,5% em 12 meses.
Sem grandes indicadores para hoje, o Departamento do Comércio dos Estados Unidos informou que os estoques no atacado surpreenderam e caíram 0,2% ante uma aposta de alta de 0,2%. Os estoques de petróleo, no entanto, subiram, em 1,4 milhão de barris para 343 milhões de barris.
No Brasil, o Banco Central informou que a saída de dólares no país superou a entrada em US$ 1,2 bilhão na primeira semana de março. No mesmo período de 2009, o saldo era negativo em US$ 676 milhões.
Ainda por aqui, para tentar conter a oferta da moeda no mercado doméstico, o BC comprou dólares no mercado à vista a R$ 1,7714.
(Priscila Dadona - www.ultimoinstante.com.br)

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