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Com alívio na Europa, dólar quebra sequência de altas e cai a R$ 1,874

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O comunicado do grupo dos sete países mais desenvolvidos do mundo (G7), que estiveram reunidos neste final de semana, reafirmando que irão continuar a apoiar as economias até que a recuperação se consolide em países da zona do euro (em especial Espanha, Grécia e Portugal), trouxe alento e elevou os ganhos nas bolsas Europeias após três quedas consecutivas.

8 de fevereiro de 2010  -  O alívio vindo do velho continente suavizou os ânimos nesta segunda-feira. O comunicado do grupo dos sete países mais desenvolvidos do mundo (G7), que estiveram reunidos neste final de semana, reafirmando que irão continuar a apoiar as economias até que a recuperação se consolide em países da zona do euro (em especial Espanha, Grécia e Portugal), trouxe alento e elevou os ganhos nas bolsas na região após três quedas consecutivas. O câmbio acompanhou o movimento e voltou a cair, rompendo uma sequência de três altas seguidas. 

No interbancário, a moeda norte-americana fechou o dia negociado a R$ 1,872 na compra e R$ 1,874 na venda, com desvalorização de 0,84%. No segmento futuro, os contratos saíam a R$ 1,881 com baixa de 0,26%.

Em comunicado, os membros do G7 afirmaram, no sábado, que irão trabalhar para acalmar os mercados globais e admitiram que a economia global continua frágil. Porém, os membros aproveitaram para dispensar a ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) na crise grega afirmando que o "problema na Grécia é interno".

"Começa a aparecer uma luz no final do túnel", acredita Carlos Allieri, gestor da Infinity Asset. Apesar de estar animado, Allieri alertou que o problema na Europa ainda não acabou. "Deu um certo alívio, mas não significa que o problema tenha sido resolvido. A volatilidade deve continuar tanto para cima quanto para baixo", acredita.

Segundo o especialista, com a solução dos problemas orçamentários na Europa, o dólar pode até voltar ao patamar de R$ 1,70. "Vai depender de muitas variáveis". Entre elas, as contas externas e as eleições presidenciais, que podem contribuir ainda mais para a instabilidade no câmbio.  "O mercado ainda não precificou o fator eleições", alerta.

Por enquanto, os especialistas ouvidos pelo Banco Central (BC) para a formatação do boletim Focus elevaram a previsão do câmbio para este ano de R$ 1,76 para R$ 1,80. Para o ano que vem a aposta continua em R$ 1,85.

(Priscila Dadona - www.ultimoinstante.com.br)


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