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Colômbia defende que Rio+20 não pode permitir fracasso   .

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Evento acontecerá no Rio de Janeiro 20 anos depois da Cúpula da Terra, convocada na mesma cidade em 1992, que fixou as bases do desenvolvimento sustentável contemporâneo

22 fevereiro de 2012 - A vice-ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Adriana Soto, afirmou nesta quarta-feira que a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que acontecerá no Brasil em junho, "não pode permitir um fracasso".

 

"Nem a Rio+20 pode permitir ser um fracasso nem nós podemos deixar que isso aconteça", declarou Soto à Agência Efe em Nairóbi.

A vice-ministra fez essa declaração no terceiro e último dia da XII Reunião Especial do Conselho de Administração do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e do Fórum Global de ministros do Meio Ambiente.

Representantes de 140 países - entre eles, 80 ministros - se reuniram na sede do PNUMA, na capital queniana, para fixar posições para a Rio+20, que será realizada no Rio de Janeiro.

Os dois assuntos fundamentais da Rio+20 são a economia verde em um contexto de desenvolvimento sustentável, a erradicação da pobreza e a governança ambiental internacional, dentro da qual é incluída a possível conversão do PNUMA em uma agência da ONU.

Segundo Soto, a Colômbia buscará no Rio de Janeiro "conseguir ações concretas posteriores por parte da comunidade internacional, e ter um esquema de governança forte em nível multilateral para que esta estratégia de ações concretas possa ser implementada".

"A Colômbia - acrescentou - chama a esta estratégia os objetivos de desenvolvimento sustentável. Estes objetivos partem da necessidade de conseguir avanços muito mais rápidos e concretos em temas cruciais como a segurança alimentar, as cidades sustentáveis e os oceanos".

A vice-ministra defendeu "definir metas concretas e indicadores para que depois cada país possa definir quais adotará e quais acondicionará, segundo suas características de desenvolvimento e suas necessidades".

Com relação a uma possível transformação do PNUMA em uma agência da ONU com maior poder executivo, como propõe a União Europeia (UE) e a União Africana (UA), a responsável do Meio ambiente disse que seu país está avaliando essa ideia.

"Com relação à criação de uma agência nova - disse -, a Colômbia ainda está tendo discussões internas".

No entanto, acrescentou, "achamos que uma instituição forte é capaz de administrar, coordenar e gerar melhores resultados nas discussões. O fortalecimento do PNUMA é necessário".

Perguntada se considera a Colômbia como economia verde, Soto respondeu que se trata da "ferramenta para conseguir os objetivos de desenvolvimento sustentável".

Soto considerou também que a Rio+20 deve oferecer resultados porque há, de alguma maneira, uma decepção por parte das pessoas a respeito do processo de negociação multilateral.

"A Rio+20 tem que mostrar ao mundo, aos cidadãos, às pessoas, que é possível chegar a resultados concretos que se traduzam em um bem-estar maior para eles".

Rio+20 acontecerá no Rio de Janeiro 20 anos depois da Cúpula da Terra, convocada na mesma cidade em 1992, que fixou as bases do desenvolvimento sustentável contemporâneo.

A reunião de Nairóbi foi a última realizada pelos ministros do Meio Ambiente antes da Rio+20. 

 

(Redação com agência EFE - www.ultimoinstante.com. br)

 

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