Argentina e Inglaterra novamente em discussão pelas Ilhas Malvinas .
País vizinho acusa ingleses de militarização das ilhas e do Atlântico Sul
9 de fevereiro de 2012 - A disputa pela Ilhas Malvinas, que gerou um conflito em 1883, está novamente em discussão, Desta vez a Argentina acusa a Inglaterra de " militarização" das Ilhas. O tema tomou grandes proporções e fez o chanceler argentino, Héctor Timerman, procurar o presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Kodjo Menan, para denunciar o Reino Unido pela militarização das Malvinas e do Atlântico Sul.
Timerman, que deve entregar o documento ao Conselho nesta sexta-feira, também se dirigirá ao presidente da Assembleia Geral da ONU, Nassir Abdulaziz al-Nasser, e ao secretário-geral, Ban Ki-moon.
De acordo com o comunicado, eles serão informados "sobre a violação do Reino Unido das cerca de 40 resoluções das Nações Unidas, que convocam ao diálogo entre o país e a Argentina para resolver pacificamente o conflito iniciado em 1833 com a invasão militar das ilhas Malvinas".
Timerman também se reunirá com o presidente do Comitê de Descolonização, Pedro Nuñez Mosquera, e os representantes da Colômbia e Guatemala, os países latino-americanos membros do Conselho de Segurança.
As gestões do chanceler respondem ao anúncio lançado na terça-feira pela presidente argentina, Cristina Kirchner, para denunciar a "militarização" das Malvinas perante a iminente chegada à região do HMS Dauntless, o destroyer mais moderno da Marinha Real inglesa.
Kirchner questionou, além disso, a recente chegada às Malvinas do príncipe William, que realiza tarefas de instrução militar nas ilhas ocupadas pelos britânicos desde 1833 e cuja soberania é reivindicada pela Argentina.
A governante assegurou que a Argentina continuará "pela via diplomática" com suas exigências para que Londres se sente para negociar sobre a soberania das Malvinas, tal como propuseram as Nações Unidas.
Os países se envolveram em um jogo de acusações nas vésperas do 30º aniversário da guerra enfrentada em 1982 pela soberania das ilhas Malvinas e que deixou quase 900 mortos.
(Redação com EFE. www.ultimoinstante.com.br)
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