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Inflação medida pelo IPCA avança para 0,57% em abril; no ano, variação é de 2,65%

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Considerando os últimos doze meses, a índice avançou 5,26%, acima dos doze meses imediatamente anteriores (5,17%).

7 de maio de 2010 - O reajuste do preço dos remédios, o aumento da alíquota do IPI sobre a compra de automóveis e a entrada no mercado dos novos artigos de vestuário fizeram a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançar para 0,57% no mês de abril, 0,05 ponto percentual acima da taxa verificada em março (0,52%), de acordo com dados divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No grupo alimentos, houve uma redução de 0,1 ponto percentual ante o mês anterior, com variação de 1,45%. O leite pasteurizado, mesmo com 7,43% de variação em abril, inferior aos 8,03% do mês de março, liderou as maiores contribuições individuais ( 0,08 ponto percentual). Os feijões atingiram alta de 27,88% após os 6,64% do mês anterior, sendo que o quilo do feijão carioca chegou a ficar 43,13% mais caro em abril e registrou a segunda maior contribuição (0,07 ponto percentual).

A taxa dos produtos não alimentícios subiu  para 0,31% em abril, contra 0,22% do mês anterior. Segundo o IBGE, o reajuste médio de 4,6% nos preços de um conjunto de remédios, concedido para vigorar a partir do dia 31 de março, foi responsável pela terceira maior contribuição do mês, de 0,06 ponto percentual.

Além dos remédios, o automóvel novo e vestuário contribuíram para a aceleração da taxa de março para abril. De acordo com o IBGE, o aumento do preço do automóvel, que passou da queda de 0,72%, em março, para a alta de 1,04% em abril, reflete o efeito do retorno do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), aplicado sobre os veículos novos desde o dia primeiro de abril.

Já os artigos de vestuário, que passaram de 0,66%, em março para 1,28% em abril, evidenciaram a alta sazonal observada por ocasião da entrada da nova estação no mercado.

Por outro lado, os combustíveis ficaram mais baratos com a queda de 1,23% em abril, depois da expressiva redução verificada no mês de março (-2,51%). Isto pode ser explicado pela queda da gasolina, que recuou 1,95%, em março, e 0,56% em abril. O etanol manteve o comportamento, passando de -8,87%, em março, para -8,37% em abril.

No acumulado do ano, a variação do IPCA foi de 2,65%, bem acima da taxa de 1,72% registrada em igual período de 2009. Considerando os últimos doze meses, a índice avançou 5,26%, acima dos doze meses imediatamente anteriores (5,17%).

(DL - www.ultimoinstante.com.br)


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