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IPC-FIPE vem em linha com as expectativas, aponta Gradual

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O documento da Gradula Corretora afirma ainda que seria um movimento elegante por parte de Comitê de Política Monetária (Copom) aumentar a taxa Selic já na próxima reunião, isto jogaria água fria na fervura dos preços esperados,

9 de março de 2010 - A inflação ao consumidor da região metropolitana de São Paulo medida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) veio em linha com a projeção da Gradual Corretora, como apontou em relatório o economista André Perfeito. Segundo documento, o indicador registrou alta de 0,61% (expectativa era de 0,65%) na primeira quadrissemana de março contra 0,74% da última quadrissemana de fevereiro, sendo que 5 dos 7 grupos retrocederam em relação a medição anterior.

O destaque de alta ficou por conta do grupo alimentação com crescimenbto de 1,20%. Já na ponta contrária temos a desaceleração dos grupos Transportes e Educação. "Na margem, o índice desacelerou, porém a alta do grupo Alimentação tende a ser persistente ao longo dos próximos meses. E não foi só este que mostra força e fecha num patamar mais alto; se compararmos a 1ª quadrissemana de março de 2010 contra os mesmos períodos dos anos anteriores observamos que estamos nos patamares mais altos desde 2004", aponta André Pefeito.

O índice geral é o mais alto na comparação, além de Habitação, Alimentação e Vestuário. O Banco Central (BC) deve agir na próxima semana para ancorar as expectativas. "Quanto mais tempo passa, mais caro – e difícil – será controlar as expectativas. Num ambiente de aceleração econômica a combinação de expectativa em alta com reocupação da atividade e renda em elevação pode ser perigosa", diz nota.

O documento da Gradula Corretora afirma ainda que seria um movimento elegante por parte de Comitê de Política Monetária (Copom) aumentar a taxa Selic já na próxima reunião, isto jogaria água fria na fervura dos preços esperados, mostrará a independência da instituição e terá o bônus de evitar – possivelmente – que o aperto monetário avance durante o período eleitoral. "Acreditamos que o aperto deve ser modesto, saindo dos atuais 8,75 para 11,25", conclui nota.

(Redação - www.ultimoinstante.com.br)


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