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Classe média paulistana começa o ano com o custo de vida mais caro, aponta Fecomercio

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Elevação dos grupos Transportes, Alimentação e Educação puxaram a alta do ICVM em janeiro

9 de fevereiro de 2010 - O ano começou com um aumento do custo de vida da classe média paulistana de 1,15% no mês de janeiro, acima da variação de 0,27% registrada em dezembro. Os dados são do Índice do Custo de Vida da Classe Média (ICVM), elaborado pela Fecomercio em parceria com a Ordem dos Economistas do Brasil (OEB), que abrange o consumidor com renda entre 5 e 15 salários mínimos. Na taxa acumulada de 12 meses, o ICVM atinge 4,63%.

O índice é composto por sete itens: Habitação (peso de 32,4%), Transportes (peso de 18,2%), Alimentação (17,8%), Despesas Pessoais (peso de 12,2%), Saúde (peso de 8%), Educação (peso de 6%) e Vestuário (peso de 5,4%). Destes, três foram os principais responsáveis pela alta em janeiro: Transportes, Alimentação e Educação.

O economista da Fecomercio, Gílson Garófalo explica que o aumento em janeiro de 13,74% na tarifa de ônibus na cidade de São Paulo, há três anos sem reajuste determinou a alta do grupo Transportes, atingindo 2,50% no mês passado ante 0,56% em dezembro de 2009.

Os combustíveis também contribuíram para a alta desse grupo em janeiro com elevação de 12,93% do etanol e de 1,11% da gasolina. No acumulado dos últimos 12 meses, os dois itens alcançam 35,27% e 2,96%, respectivamente. A escalada da relação de preço etanol/gasolina em janeiro supera o limite de até 70% que considera o etanol com vantagem financeira em relação à gasolina para usuários de veículos flex.

“Este marco é inédito desde 2003, início da consolidação dos veículos bicombustíveis no mercado nacional. A colheita da safra de cana de açúcar nos próximos meses, acerto na logística de distribuição do produto, redução de 25% para 20% na adição de etanol à gasolina e retração da demanda do etanol em decorrência da menor diferença entre os preços dos dois combustíveis são fatores que concorrem para o arrefecimento desta conjuntura”, explica o economista.

A alta de 4,56% dos preços dos produtos hortifrutigranjeiros, em virtude das chuvas constantes, pressionou a taxa de variação do grupo Alimentação que indicou elevação de 1,63% em janeiro ante a queda de 0,10% no mês anterior. As variações mensais e acumuladas referentes ao período de 12 meses foram: frutas (3,62% e 10,63%), legumes (3,74% e 12,19%), tubérculos (0,72% e 31,32%) verduras (16,14% e 33,72%) e ovos (-0,93% e -3,71%).

O reajuste das mensalidades escolares típicos no início do ano, segundo Garófalo, refletiu no aumento do item Educação de 4,68% em janeiro, ante os 0,05% registrados em dezembro de 2009. O ensino fundamental, com alta de 6,88% foi o mais importante elemento para o resultado deste grupo. O curso pré-vestibular (8,31%) e o ensino de terceiro grau (2,89%) face à concorrência na rede de ensino superior privado também contribuíram para o resultado de janeiro. Os subgrupos Material escolar teve queda de -0,17% e Livros didáticos elevação de 1,32%.

As liquidações das peças de vestuário em janeiro e fevereiro, meses de oportunidade de compras neste segmento, contribuíram para o recuo de 0,70% de Vestuário no mês passado, ante a elevação de 0,62% alcançada em dezembro. As maiores quedas foram em Roupa feminina (-1,29%), Roupa masculina (-0,31%), Roupa infantil (-1,12%) e Calçados e acessórios de vestuário (-0,60).

O grupo Despesas Pessoais mostrou crescimento de 0,72% em janeiro, variação maior que a atingida em dezembro, de 0,66%. “No período de férias escolares, os gastos com lazer exercem forças para impulsionar esse item”, explica Garófalo. As principais elevações foram em viagem de excursão (1,29%), clube (6,84%), academia de ginástica (2,49%), atividade esportiva (2,54%), parque de diversão (5,59%), cinema (2%) e brinquedo (1,57%). Em janeiro, época de calor, também estimula o consumo de bebidas. O refrigerante subiu de 1,75% (8,15% em 12 meses) e a cerveja, 0,58% (10,18% em 12 meses).

No mês de janeiro de 2010, Saúde teve variação média de 0,32%. Os Planos de saúde subiram 0,43% no mês e agregou 7,19% em 12 meses. Os preços dos Serviços médicos e laboratoriais aumentaram, em média, 0,72%, com destaque de 1,43% para a consulta médica e totaliza 7,81% nos últimos 12 meses até janeiro de 2010. Já os preços do subgrupo Remédios e produtos farmacêuticos caíram em média 0,21%, porém de fevereiro de 2009 a janeiro de 2010 acumula 6,83%.

Já os componentes do grupo Habitação apresentaram variação média de 0,17% em janeiro. Os subgrupos Manutenção do domicílio (0,17%), Aluguel de imóvel (0,16%) e Equipamentos residenciais (0,21%) determinaram o índice deste grupo. 

(Redação - www.ultimoinstante.com.br)


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