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São Paulo tem maior alta do custo de vida desde janeiro de 2003

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A inflação paulistana no primeiro mês deste ano foi provocada principalmente pelas despesas com Transporte, Educação e Leitura, Saúde e Alimentação.

9 de fevereiro de 2010 - O Índice do Custo de Vida (ICV) da cidade de São Paulo registrou alta 1,72% em janeiro, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A maior taxa desde janeiro de 2003, quando o custo aumentou 2,92%. A inflação paulistana no primeiro mês deste ano foi provocada principalmente pelas despesas com Transporte, Educação e Leitura, Saúde e Alimentação.

Nos últimos 12 meses  (fevereiro de 2009 a janeiro de 2010) o ICV acumula variação positiva de 5,11%.

As altas apuradas em Transporte (5,05%), Educação e Leitura (4,10%) e Saúde (1,65%) contribuíram conjuntamente com 1,34 ponto percentual (pp) no cálculo da taxa de janeiro. O grupo Alimentação (1,33%), ainda que com taxa um pouco menor, foi responsável, sozinho, por 0,37 pp no cálculo da inflação, devido a seu peso (27,80%) na composição das despesas familiares. Embora o aumento nos preços da Alimentação tenha sido inferior à inflação de janeiro, decorreu de taxas distintas entre seus subgrupos: produtos in natura e semielaborados (1,91%), indústria da alimentação (0,34%) e alimentação fora do domicílio (1,84%).
 
A maior alta em janeiro ocorreu no grupo Transporte que, sozinho, contribuiu com 0,79 ponto percentual no cálculo da taxa da inflação. Segundo o Dieese, elevações marcantes ocorreram em seus dois subgrupos: 2,70%, no individual e 10,87%, no coletivo. No primeiro caso, foi consequência do forte aumento nos combustíveis (5,23%) - 1,97% na gasolina e 14,62% no álcool. No segundo, foi resultado do extraordinário reajuste de 17,39% na tarifa do ônibus municipal.

A elevação ocorrida na Educação e Leitura reflete os aumentos praticados pelos estabelecimentos de ensino nas mensalidades escolares (5,22%), com taxas que atingiram a 7,29% no ensino fundamental.

Na Saúde, o aumento foi resultado da alta no subgrupo da assistência médica (2,00%), devido às correções aplicadas em seguros e convênios médicos (2,20%). Os medicamentos e produtos farmacêuticos (0,25%) tiveram pouca alteração em seus valores.

Já a retração nos grupos Vestuário (-0,47%) e Equipamento Doméstico (-0,19%) foram puxadas pelos subgrupos: roupas (-0,89%), rouparia (-0,69%), eletrodomésticos (-0,29%), móveis (-0,11%) e calçados (-0,02%).

(VS - www.ultimoinstante.com.br)


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