Sem referências, bolsa inverte e sobe 0,31%
Para o analista da corretora Gradual, Flávio Conde, com a ausência de indicadores, o mercado permanece indefinido. " A situação da Grécia ainda continua se arrastando, mas na próxima semana deve haver alguma definição.
9 de março de 2010 - A Bolsa de Valores de São Paulo opera em terreno positivo na sessão de hoje, depois de iniciar os negócios em queda. O índice apresenta sinal contrário ao dos mercados acionários europeus e das bolsas de Wall Street, em um dia esvaziado de dados econômicos. Há poucos instantes, o Ibovespa tinha alta de 0,31% aos 68.788 pontos. O giro financeiro era de R$ 1,9 bilhão.
Para o analista da corretora Gradual, Flávio Conde, com a ausência de indicadores, o mercado permanece indefinido. "A situação da Grécia ainda continua se arrastando, mas na próxima semana deve haver alguma definição. Isso precisa ser resolvido para dar sinal verde ao mercado", analisa. Hoje, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro grego, Yorgos Papandreu, se reúnem na Casa Branca para analisar, entre outras coisas, a crise orçamentária do país europeu.
O analista da Gradual acrescenta que muitos ativos estão abaixo do preço e que o momento ainda é bom para compra. "Quem não comprar agora pode se arrepender nas próximas semanas", acredita Conde.
Na Ásia, as bolsa encerraram o dia com leve alta, com exceção de Tóquio que caiu puxada pelos papéis da Fujitsu. Na Europa, os principais índices operam no vermelho.
Entre os dados do mercado doméstico, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) na cidade de São Paulo registrou alta de 0,61% na primeira prévia de março. O desempenho ficou abaixo das expectativas que apontavam alta de 0,65%.
Nos balanços corporativos, a ALL América Latina Logística (ALLL11) reportou prejuízo líquido consolidado de R$ 63,7 milhões no último trimestre de 2009, ante um prejuízo de R$ 32 milhões no mesmo período de 2008.
Ainda no campo corporativo, a Hypermarcas anunciou na noite de ontem a compra da Luper Indústria Farmacêutica, por R$ 52,161 milhões, dos quais 60% serão pagos à vista e o restante em cinco parcelas anuais. Trata-se da quarta aquisição anunciada pela companhia em quatro dias. Além da Lupe foram adquiridas só na última semana as marcas York, Facilit e Sapeka. Há pouco, os papéis ordinários da companhia, que não fazem parte do Ibovespa, avançavam 1,57% vendidos a R$ 22,65.
De volta ao Ibovespa, dentre as ações com maior peso na carteira teórica (que vigora de 1 de setembro a 30 de dezembro), Petrobras PN (PETR4) subia 1,14% a R$ 35,75; Vale PNA (VALE5) tinha leve queda de 0,02% a R$ 47,20; Itaú Unibanco PN (ITUB4) caía 0,16%, a R$ 37,22; BM&FBovespa ON (BVMF3) perdia 0,76% a R$ 11,68 e Bradesco PN (BBDC4) valorizava 0,09%, a R$ 31,68.
(Diego Lazzaris - www.ultimoinstante.com.br)

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