Socopa divulga carteira recomendada da 2ª semana de fevereiro
Fazem parte da lista as ações da Vale, Lojas Americanas, Bradesco, Copel, TAM, CSN, Dufry, CSN, Randon, Duratex e Petrobras.
8 de fevereiro de 2010 - A corretora Socopa decidiu manter inalterada a carteira recomendada para a segunda semana de fevereiro. Fazem parte da lista as ações da Vale, Lojas Americanas, Bradesco, Copel, TAM, CSN, Dufry, CSN, Randon, Duratex e Petrobras.
Confira as justificativas da equipe de analistas:
Vale (VALE5) - Acreditamos que o cenário para o setor de mineração é positivo para os próximos anos, amparado na recuperação gradativa das economias desenvolvidas e nas elevadas taxas de crescimento esperadas para os países em desenvolvimento. Os preços spot do minério de ferro voltaram a patamares elevados no final do ano passado, sinalizando para uma posição mais confortável para as mineradoras nas negociões com as siderúrgicas chinesas neste ano.
Lojas Americanas (LAME4) - Uma das maiores redes de varejo do país, a Lojas Americanas conta com 471 lojas e 3 centros de distribuição espalhados pelas principais cidades. A empresa é líder no segmento de comércio eletrônico através da subsidiária B2W (Americanas.com e Submarino), setor esse que passa por forte expansão no Brasil. Além disso, a Lojas Americanas oferta crédito pessoal e outros produtos e serviços
financeiros através da Financeira Americanas Itaú (FAI), parceria com o Banco Itaú que tem contribuído positivamente para o resultado consolidado.
Bradesco (BBDC4) - Em nossa perspectiva, as instituições financeiras continuam atrasadas em relação ao mercado. Os bancos brasileiros apresentam fortes fundamentos, estão bem capitalizados e o sistema financeiro brasileiro é bastante regulado. Esperamos que nos próximos trimestres as recentes provisões realizadas pelo banco para enfrentar o aumento de inadimplência sejam revertidas, impactando positivamente no resultado. Destacamos que tal medida, isto é, o aumento da provisão para devedores duvidosos, está em linha com a gestão de risco responsável a qual os bancos privados estão submetidos.
Copel (CPLE6) - A estatal paranaense de energia elétrica apresenta múltiplos com desconto em relação ao setor elétrico. O risco político implícito em tal precificação deve diminuir neste ano com a saída do atual governador. Dessa forma, o desconto em relação ao mercado deve ser corrigido progressivamente, abrindo uma oportunidade de entrada no papel. Além disso, a empresa tem boa exposição à curva de preços
de energia mais altos nos próximos anos e registrou impacto moderado da redução da demanda de energia elétrica em sua área de atuação.
TAM (TAMM4) - Líder do setor aéreo brasileiro, a Tam fechou o mês de julho com participação de mercado de 43,2% nos vôos domésticos e 88,3% nos internacionais. A empresa opera cerca de 700 vôos diários para todas as capitais do Brasil, totalizando 42 cidades no país. Além disso, a Tam mantém acordos de code-share com empresas estrangeiras o que a possibilita oferecer grande número de destinos internacionais para seus passageiros.
Dufry (DUFB11) - Subsidiária da Dufry AG Group da Suíça, quarta maior rede de travel retail do mundo, a DSA opera lojas duty free e duty paid principalmente no mercado brasileiro, onde atua praticamente sem concorrência, e está presente nos mais importantes aeroportos do país. A Dufry se beneficia pela venda de produtos, que incluem desde a categoria de artigos de luxo, fragrâncias e cosméticos, ao segmento de vinhos e bebidas diversas, a preços bastante competitivos quando comparados com os praticados no mercado interno pelas lojas de varejo convencionais, o que tem proporcionado a DSA expressivo crescimento.
Cremer (CREM3) - Empresa líder no segmento de produtos têxteis e adesivos para a saúde no Brasil, a Cremer opera em um mercado altamente fragmentado através da comercialização de materiais com sua marca própria e a distribuição de produtos de terceiros em todo o território nacional. Os principais vetores para a expansão da Cremer que consideramos em nosso modelo são: crescimento e envelhecimento da população brasileira; aumento dos gastos per capta com saúde ; e maior penetração dos planos de saúde.
CSN (CSNA3) - A CSN é a mais integrada das siderúrgicas brasileiras o que faz com que seja menos afetada pela pressão dos custos das matériasprimas. A confortável posição financeira mantida em caixa após a venda de 40% na Namisa coloca a CSN em posição confortável diante de um cenário de retração do crédito no mercado. A exposição da CSN ao business de minério de ferro deve sustentar o desempenho da receita e das margens da empresa neste ano.
Randon (RAPT4) - Apesar das condições econômicas que sustentavam parte de nossa tese de investimento em Randon terem se deteriorado, mantemos nossa recomendação de compra para seus papéis. A empresa é um agente de longo prazo, que se beneficiará significativamente quando as condições econômicas apresentarem melhora, o que esperamos que ocorra gradativamente no 2S09 e, a partir de 2010, em ritmo mais acelerado. Além disso, a Randon apresenta boa geração de caixa, amplo market share e baixo nível de alavancagem financeira.
Duratex (DTEX3) - Após a união entre a antiga Duratex e a Satipel, a companhia se tornou a maior empresa do segmento de painéis de madeira reconstituída do hemisfério sul e 8º maior empresa de painéis do mundo. Além disso, ocupa a sétima posição atuando como fabricante de louças sanitárias. Sua capacidade instalada 3,9 milhões de metros cúbicos por ano em painéis e 7 milhões de peças por ano em louças sanitárias.
Petrobras (PETR4) - Acreditamos que novas descobertas podem ser divulgadas no médio prazo, embora o patamar de preço ainda não tenha sido alterado. Conforme plano divulgado pela empresa, as metas de produção de petróleo no Brasil são: 2.680 mil barris/dia em 2013, 3.340 mil bpd em 2015 e 3.920 mil bpd em 2020.
(Redação - www.ultimoinstante.com.br)

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